Abertas inscrições para curso de
Gestão Estratégica
O Prefeito Inovador está disponibilizando para todas as prefeituras inscritas no Prêmio Prefeito Inovador 2010 um curso de Gestão Estratégica. As inscrições são gratuitas e vão até dia 15 de outubro. Cada turma tem um limite de 45 participantes e será dada prioridade àqueles que se inscreverem com antecedência. Por isso, é importante que os interessados garantam sua vaga o quanto antes, solicitando sua inscrição através do e-mail prefeitoinovador@mbc.org.br. Veja abaixo as datas e locais dos cursos:
28 e 29 de outubro – São Paulo
04 e 05 de novembro – Rio de Janeiro
11 e 12 de novembro - Salvador
18 e 19 de novembro - Brasília
25 e 26 de novembro - Alegre
Clique aqui para ler a ementa do curso.
Segmento de saúde aumenta
investimentos em TI. Mobilidade deve
liderar inovação

Hospitais, clínicas, laboratórios, seguradoras, operadoras de assistência médica, Estados e municípios estão impelidos a investir em projetos de Tecnologia da Informação e Convergência Digital (TIC). Por um lado, a busca por maior eficiência é latente, mas, a entrada do padrão TISS - Troca de Informações de Saúde Suplementar, exigido pela Agência Nacional de Saúde (ANS), assim como o conjunto de regras estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no que diz respeito à informatização na saúde são motores importantes no processo. Existe ainda um projeto de lei que institui o prontuário federal único, que se encontra em trâmite no Senado Federal.
Padrão TISS
“A elaboração do padrão TISS veio da necessidade de minimizar problemas, como o preenchimento de uma grande variedade de formulários pelas operadoras e os demorados mecanismos para obtenção de autorizações de alguns procedimentos, além da lentidão dos processos administrativos no atendimento dos beneficiários, assim como as possibilidades de erros e as dificuldades de comparação de dados, que eram consequências notoriamente associadas ao excesso de papéis e à ausência de sistemas de informação unificados e ágeis”, afirma a Gerente-Geral de Integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), Jussara Macedo Rotzsch.
A proposta da ANS utiliza padrões existentes e disponíveis em outros bancos de dados e sistemas de informações, permitindo uma compatibilização com os diversos sistemas de informação em saúde, possibilitando melhorias na utilização das informações coletadas.
Ao preencher uma informação de eventos de saúde, a informação identificada segue toda uma regra de segurança, de acesso, de perfil, indicando como guardar o back-up. É a mesma tecnologia do sistema de pagamentos bancários. “Não há violação da privacidade do paciente. O preenchimento do campo referente à Classificação Internacional de Doenças (CID-10) permanece opcional nas guias de consulta e só pode ser efetuado com autorização expressa do beneficiário. Um dos principais benefícios trazidos pelo TISS é a garantia de sigilo, para resguardar a privacidade do paciente e a segurança da informação”, explica Rotzsch.
Mercado atraente
Para os fornecedores de tecnologia, o mercado se tornou extremamente atraente e ainda existe muita coisa a se fazer. A própria evolução da economia mostra que gestão e informatização são obrigatórios, principalmente se associada a normas e exigências que impõem novos padrões.
“Todos os setores que tratam da saúde, das entidades privadas às públicas, tem investido muito. Trabalho no setor há 12 anos, 10 deles com a minha empresa, e nos últimos dois anos vejo uma movimentação acelerada”, garante Euclides de Moraes Barros, presidente da Epeople, empresa focada em sistemas de telemedicina. Na sua avaliação, uma especialidade, dentre as muitas do conjunto de saúde, como radiologia digital, tem apenas 10% de todo o mercado explorado. “Existe uma demanda por projetos de prontuário eletrônico, em telecardiologia e teleradiologia, com serviços de prestação médica de especialistas a distância”, resume Barros.
Mobilidade
Estudo publicado pela Crosstree Capital Partners avalia que levará ao menos três anos para que a indústria de saúde tenha o mesmo nível tecnológico de outros segmentos da economia. O relatório também prevê que a única área da tecnologia que realmente deve trazer algo completamente inovador é o espaço de dispositivos wireless.
"Embora existam poucas, em sua maioria genéricas, aplicações usadas por médicos em seus smartphones, esses dispositivos são usados muito mais como simples celulares, envio de mensagem de texto ou para checar e-mails", avisa Rob Tholemeir, autor do estudo e líder na cobertura de TI em saúde na Crosstree Capital. "Nos próximos dois ou três anos isso vai mudar dramaticamente com a proliferação das comunicações sem fio e dos devices em todos os aspectos da entrega de saúde."
Tholemeier também espera ver um grande crescimento no uso dos celulares e outros dispositivos móveis e acredita que os médicos migrarão de smartphones para tablets ou mesmo dispositivos wireless mais avançados que podem acelerar e melhorar a produtividade dos profissionais e provedores de saúde. Estes últimos, diz o especialista, também podem aproveitar a vantagem de novas interfaces de usuário e ampliação da mobilidade. "Esperamos uma nova onde de conectividade sem fio nos equipamentos de diagnósticos, assim como nos sistemas de gestão de dados de saúde", explica Tholemeier.